Apresentação:
Wiliam de Oliveira
É
um programa de debate ao vivo. Os convidados são pessoas de expressão
da cidade e região. O telespectador também participa e
se manifesta através do telefone (35) 3721-6955 ou do e-mail
tvpocos@pocos-net.com.br.
Wiliam
de Oliveira faz o Editorial abrindo o programa, e intermedia perguntas
feitas por telespectadores.
Os
telespectadores do “Hora da Verdade” ganham mais uma opção
para acompanhar as entrevistas semanais. É que o programa, exibido
ao vivo, todas as segundas-feiras, às 21h, está sendo
reapresentado aos domingos, às 14h30.
PROGRAMA DA SEMANA
06.09.2010
Entrevistado: Prof. Gerson (PUC)
Editorial
Todo sete de setembro, o Brasil comemora a independência do jugo
de Portugal. Uma data cívica importante, mas não menos
importante é lembrar que a ação de proclamar independência,
não estabelece necessariamente a liberdade de uma nação.
Não se liberta apenas por leis ou decretos. A Lei Áurea
concedeu liberdade aos escravos, mas estes permaneceram presos durante
anos aos seus tutores e ao sistema econômico, político
e social. Um detento que sai do sistema prisional, ainda permanece preso
nas ruas, na impossibilidade de conseguir um emprego e no preconceito
social. Uma pessoa que saiba ler e escrever, pode não saber interpretar
a sua própria realidade e estará dependente do patrão
e do governo em suas várias esferas. Um pássaro acostumado
a viver na gaiola, quando lhe concedem a liberdade, este não
aprendeu a voar com suas próprias asas e nem a buscar o seu próprio
sustento.
A liberdade vai muito além da constituição e a
prisão não está som ente nas algemas e nas celas.
Libertar é possibilitar ao ser humano alcançar a sua dignidade,
fruto do suor do seu rosto e do conhecimento.
Por extensão, um país só é verdadeiramente
livre, quando, além da sua soberania, a sua gente tem condições
de acesso à saúde, a educação e ao trabalho
honesto. Um país só é verdadeiramente livre, quando
assegura dignidade à sua população, não
pelo assistencialismo que perpetua a miséria, mas pela possibilidade
de cada cidadão gerar o seu próprio sustento. Um país
só é verdadeiramente livre, independente e soberano, quando
muito além da própria constituição, a justiça
social se pratica no cotidiano.
E a educação tem papel fundamental na liberdade. Ela possibilita
o conhecimento, que gera consciência e que promove a ação
para uma vida melhor. Ela, a educação, gera a luz que
permite enxergar o que acontece ao meu redor, em minha vida e na da
sociedade onde atuo. A partir daí, posso ser um ag ente transformador,
um cidadão em plenitude.
Mas, não somente a educação focada no profissional,
no mercado de trabalho, que também pode ser escravizante. Mas,
aquela que permite ao indivíduo, a reflexão, o raciocínio
próprio e capacidade de escolha.
Com tudo isto, a liberdade assim pode ser ainda uma utopia. Mas, acreditar
na utopia é também um exercício de liberdade.
Por tudo, quem sabe no futuro, possamos bradar não Independência
ou morte, mas Liberdade e vida, ainda que tardia.
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