POÇOS - Maratona de provas vestibulares custa em média 700 reais

Muitas das faculdades mais importantes do país já estão com os períodos de inscrição próximos do fim, o que gera preocupação – principalmente para os vestibulandos de primeira viagem – e muitos gastos. Para a média de exames prestados pelos alunos - cerca de três - os custos com inscrição chegam a 300 reais. Somados transporte e alimentação, o preço de uma maratona de provas pode chegar a mais de 700 reais.
No ano passado, o Ministério da Educação (MEC) tentou baratear os custos de inscrição dos vestibulares unindo-os todos com a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Dessa forma, todos os vestibulares que usaram o Enem como prova principal aboliram suas inscrições. Ou seja, a inscrição para o Exame vale também para o vestibular, o que diminui o custo para o aluno.
Contudo, as provas para as principais faculdades nacionais, como Unesp, Unicamp e USP, não substituíram totalmente o vestibular pelo Enem, o que impossibilita a opção acima. Com inscrições em média de 100 reais, um aluno que pretende prestar as três principais provas, mais o Enem, deve desembolsar cerca de 400 reais.
O estudante Denis José de Souza e Silva, 20 anos, que pretende cursar arquitetura, faz um levantamento do custo para prestar as seis provas esse ano. “Levando-se em conta apenas as inscrições, sem pensar em transporte, creio que eu vá gastar mais de 500 reais. Agora, somando as despesas com transporte e alimentação, o preço sobe para uns 900 reais em média, isso porque eu vou de carro fazer a prova”, contabiliza Denis.
Para evitar que se tenha que pagar todas as provas no mesmo mês, as principais escolas do país fazem os períodos de inscrição em datas diferentes.
Quem não tem condições de pagar pode ser isento dos pagamentos, desde que comprove a falta de condições. Esse é o caso da estudante Fernanda Mariane, 20 anos, que sempre estudou em escola pública e, depois de fazer cursinho, pretende cursar letras, contudo não pode pagar os exames. A opção da estudante é aproveitar o leque de opções com o Enem e prestar as outras provas isentas da taxa de inscrição.
Ela lembra, contudo, que essa não é a única despesa para realizar a prova. “Eu acho muito caro. Tenho a sorte de poder fazer sem pagar, porém os locais de prova são distantes e acaba ficando caro mesmo assim”, ressalta.
Outro problema que os alunos enfrentam é a preocupação com período de inscrição e com local de prova, geralmente em outra cidade, principalmente em relação aos menos experientes. “Eu já tenho mais experiência, mas ainda é ruim, pois é muita responsabilidade e nervosismo juntos. Eu sempre me antecipo e busco o lugar antes. Mas da primeira vez que prestei fiquei bem apreensivo”, lembra Denis.
Ele termina, no entanto, ressaltando que essa não deve ser a principal preocupação do aluno, mas com a escolha do curso e profissão. Depois de largar um curso na USP por falta de afinidade com o curso, ele recomenda pensar muito bem o que se quer prestar. “Mais importante que preocupar com a logística do vestibular, é preocupar-se com o curso. Eu não fiz isso da primeira vez e acabei largando o curso. Organizar-se pra prova é bom, mas é melhor estar com as ideias em dia, saber o que vai fazer, se está apto ao curso e se condiz com os anseios da pessoa”, finaliza.
As inscrições para os vestibulares da UFMG e Fuvest (fundação que aplica a prova para a USP) terminam no próximo dia 10. Já as da Unesp e Unicamp vão até o dia 8 de outubro.



Jornal da Mantiqueira

 


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