Ricardo Braga consolida trajetória no muralismo com obras no Brasil e no exterior
Atualizado em 29 de dezembro de 2025

O artista plástico Ricardo Braga, de Poços de Caldas (MG), construiu uma trajetória marcada pela valorização do espaço público e pela conexão entre arte, identidade e território. Com 15 anos de atuação, iniciou o percurso profissional como professor de desenho, passou por trabalhos de extração de pintura e, há cerca de sete anos, dedica-se integralmente à criação de murais, linguagem que se tornou sua principal marca artística.
Na cidade, quem visita o Art Café, na Galeria AmpliArt, pode conferir de perto parte dessa produção. O mural assinado por Ricardo Braga no local foi criado como homenagem a Poços de Caldas, reunindo diferentes inspirações do artista organizadas em quadrantes que destacam elementos simbólicos e referências visuais do município. A obra dialoga diretamente com o público e reforça o caráter acessível do muralismo, permitindo identificação imediata de quem frequenta o espaço.

Essa mesma proposta artística ultrapassou fronteiras recentemente. Ricardo Braga integrou a Residência em Arte Urbana realizada em Peñas, povoado localizado nas encostas da Cordilheira Real, na Bolívia. O intercâmbio internacional foi conduzido pelo muralista argentino Mëx (Sebastián Zapata Häntsch), referência mundial no muralismo contemporâneo, e reuniu artistas da Argentina, Bolívia, Chile, Estados Unidos e Brasil.
A residência teve como base o Hotel Qalapanqara e propôs uma imersão cultural profunda. Antes da execução dos murais, os artistas caminharam pela comunidade, conheceram práticas culturais, atividades econômicas e o cotidiano dos moradores. A proposta foi criar obras enraizadas no território, a partir da escuta e da convivência, indo além do aspecto técnico da pintura.
Em Peñas, Ricardo Braga desenvolveu um mural em homenagem à “cholita”, figura símbolo da mulher boliviana. A obra retrata um momento de contemplação e sonho em meio à rotina intensa, acompanhada pela presença de uma criança, representando as novas gerações. O mural contou com a participação ativa de crianças e moradores da comunidade, reforçando o conceito do muro como espaço coletivo e de pertencimento.

Do interior de Minas Gerais às altitudes do altiplano boliviano, o trabalho de Ricardo Braga mantém um eixo comum: a compreensão do mural como instrumento de diálogo social, memória e identidade cultural. Seja em Poços de Caldas ou na Bolívia, suas obras funcionam como registros visuais do território e das pessoas que o habitam.
Quem quiser acompanhar o trabalho do artista e seus projetos pode acessar o perfil oficial de Ricardo Braga nas redes sociais, onde ele compartilha murais, processos criativos e experiências no Brasil e no exterior:
https://www.instagram.com/ricardobraga.art/
