Câncer de pele lidera incidência no Brasil e reforça alerta do Dezembro Laranja em Minas

Câncer de pele lidera incidência no Brasil e reforça alerta do Dezembro Laranja em Minas

Atualizado em 29 de dezembro de 2025

O câncer de pele segue como o tipo de câncer mais frequente no Brasil e permanece como um desafio relevante para a saúde pública. Com a chegada do verão, o tema ganha ainda mais visibilidade por meio da campanha Dezembro Laranja, dedicada à prevenção e à conscientização sobre os riscos da exposição excessiva ao sol.

A iniciativa chama a atenção para cuidados simples no dia a dia, como o uso regular de protetor solar, vestimentas adequadas, busca por sombra e observação frequente da pele. A orientação é procurar os serviços de saúde diante de qualquer alteração suspeita.
Em Minas Gerais, as ações têm como foco ampliar o acesso à informação e estimular o diagnóstico precoce, considerado decisivo para aumentar as chances de cura e reduzir complicações e óbitos associados à doença.

Números em Minas Gerais

Entre 2022 e 2025, os registros de câncer de pele no estado somam 27.579 casos, distribuídos da seguinte forma:

  • 2022: 8.209 casos
  • 2023: 9.254 casos
  • 2024: 6.604 casos
  • 2025 (até dezembro): 3.512 casos

Do total no período, 2.027 casos correspondem ao melanoma maligno da pele, forma mais agressiva da doença. Outros 25.552 registros são de cânceres de pele não melanoma, grupo que reúne as formas mais comuns.

Tipos de câncer de pele

Segundo o médico da Coordenação de Vigilância de Doenças e Agravos Crônicos Não Transmissíveis e Câncer da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Gil Patrus Mundim Pena, o câncer de pele engloba doenças com comportamentos distintos.

“O tipo mais agressivo é o melanoma, que pode causar metástases e levar ao óbito, inclusive quando a lesão inicial é pequena”, explica.

Os cânceres de pele não melanoma incluem, principalmente, o carcinoma basocelular, mais frequente e associado ao efeito cumulativo da radiação solar, especialmente em pessoas idosas, e o carcinoma de células escamosas, também relacionado à exposição ao sol e geralmente diagnosticado precocemente por surgir em áreas visíveis da pele.

Sinais de alerta e diagnóstico precoce

Para auxiliar na identificação precoce de lesões suspeitas, profissionais de saúde utilizam a regra do ABCDE, especialmente para o melanoma. O método avalia:

  • Assimetria,
  • Bordas irregulares,
  • Variação de cor,
  • Diâmetro aumentado,
  • Evolução da lesão ao longo do tempo.

Pintas ou feridas que mudam de tamanho, forma ou cor, sangram ou não cicatrizam devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

Maior impacto entre idosos

A análise da mortalidade aponta maior gravidade da doença na população idosa. Dos 1.866 óbitos registrados em Minas Gerais entre 2022 e 2025, 92,6% ocorreram em pessoas com 50 anos ou mais. A faixa etária acima dos 80 anos concentrou 842 mortes no período.

Em relação ao tipo de câncer, 626 óbitos foram causados por melanoma, enquanto 1.240 decorreram de câncer de pele não melanoma.

Prevenção

A principal forma de prevenção do câncer de pele é a proteção contra a exposição excessiva ao sol. As recomendações incluem evitar o sol entre 10h e 16h, utilizar chapéus, roupas de manga longa e óculos escuros, aplicar protetor solar diariamente — inclusive em dias nublados —, planejar atividades ao ar livre para horários de menor radiação e redobrar os cuidados com trabalhadores expostos ao sol.

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